O Senhor te abençoe e te guarde; O Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; O Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz.
Nm 6: 24-26

sábado, 2 de abril de 2011

PACTO DE LAUSANNE, SUÍÇA 1974


Pacto de Lausanne, Suíça, 1974
Sumário           
Introdução
1. O Propósito de Deus 
2. A Autoridade e o Poder da Bíblia
3. A Unicidade e a Universalidade de Cristo
4. A Natureza da Evangelização
5. A Responsabilidade Social Cristã
6. A Igreja e a Evangelização
7. Cooperação na Evangelização
8. Esforço Conjugado de Igrejas na Evangelização
9. Urgência da Tarefa Evangelística
10. Evangelização e Cultura
  11. Educação e Liderança
12. Conflito Espiritual
13. Liberdade e Perseguição
14. O Poder do Espírito Santo
15. O Retorno de Cristo
Conclusão
 
ü Introdução
Nós, membros  da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso  Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua  grande salvação, e  regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e  uns com os outros.  Estamos
profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e desafiados pela tarefa inacabada da evangelização.   Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça,  decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer  discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a  nossa resolução, e tornar  público o nosso pacto.
 
ü O propósito de Deus
Afirmamos a  nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e  Espírito Santo, que  governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do  mundo um povo para  si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender  o seu reino,  edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome.  Confessamos, envergonhados,  que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos  conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de  que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro  precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo,  desejamos dedicar-nos  novamente.
 
ü 2. A autoridade e o poder da Bíblia
Afirmamos a  inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como  do Novo  Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em  tudo o que ela afirma, e  a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de  Deus para cumprir o  seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a  revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito  Santo fala ainda hoje.  Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a  sua verdade, de  maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma  porção cada vez maior  da multiforme sabedoria de Deus.

ü 3. A unicidade e a universalidade de  Cristo
Afirmamos que  há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se  realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento  de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento  possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos,  como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo  ou de diálogo cujo  pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias.  Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se deu uma só vez em  resgate pelos  pecadores, é o único mediador entre Deus e o homem. Não existe nenhum outro nome  pelo qual importa  que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas  Deus ama todos os  homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam  Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar  Jesus como "o Salvador do mundo" não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as  religiões ofereçam salvação em  Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos  os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de  arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome.  Anelamos pelo dia em  que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.
 
ü 4. A natureza da evangelização
Evangelizar é  difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as  Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados  e o dom libertador  do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no  mundo é  indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo  propósito é ouvir com  sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a  proclamação do Cristo  bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as  pessoas a vir a ele  pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do  evangelho, não temos o  direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que  queiram segui-lo e negarem-se a  si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da  evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um  serviço responsável no  mundo.
 
ü 5. A responsabilidade social cristã
Afirmamos que  Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela  justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos  homens de todo tipo  de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de  raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade  intrínseca em razão da  qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos  arrependemos de nossa  negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade  social mutuamente  exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação  social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a  evangelização e o  envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos  são necessárias expressões de  nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa  obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de  juízo sobre toda  forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o  mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo,  nascem de novo em seu  reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino  em meio a um  mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de  nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.
 
ü 6. A Igreja e a evangelização
Afirmamos que  Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma  penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos  guetos eclesiásticos  e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização  é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o  evangelho integral ao  mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo,  e é o agente que ele  promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser  marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando  trai o evangelho ou  quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade  escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é  antes a comunidade do  povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em  particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias  humanas.
 
ü 7. Cooperação na evangelização
Afirmamos que  é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A  evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o  nosso testemunho,  assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos,  entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé  bíblica, devemos estar intimamente  unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso  testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária  duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na  adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o  desenvolvimento de uma cooperação  regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o  planejamento estratégico,  para o encorajamento mútuo, e para o compartilhamento de recursos e de  experiências.
 
ü 8. Esforço conjugado de Igrejas na evangelização
Regozijamo-nos  com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais  está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo  recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar  pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si  próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas  como para enviar  missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de  reavaliação da nossa  responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço  conjugado pelas igrejas,  o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a  Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na  educação teológica, no  uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização,  em missões, no  avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em  constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua eficácia como parte da   missão da igreja.
 
ü 9. Urgência da tarefa evangelística
Mais de dois  bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da  humanidade, ainda estão  por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua  sendo uma reprimenda  para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do  mundo, uma  receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que  esta é a ocasião para  que as igrejas e as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela  salvação dos não-alcançados  e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de  missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes  talvez seja necessária  para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar  recursos para áreas ainda  não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre  os seis  continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o  de conseguir por todos os  meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade  de ouvir, de  compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo  sem sacrifício.  Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados  pelas injustiças que  a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua  desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente  tanto para aliviar  os necessitados como para a evangelização deles.
 
ü 10. Evangelização e cultura
O  desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia  nova e criativa. Com a bênção  de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e  estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser  julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de  sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda  a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho  não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas  elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação  de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes têm  exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por  vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às  Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se  de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos  outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo  para a glória de Deus.
 
ü 11. Educação e liderança
Confessamos  que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja  em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos  crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito  remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas  responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a  formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a  igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não  em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade  de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiásticos. Em  toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento  para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em  edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia  estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas,  de acordo com os padrões bíblicos.
 
ü 12. Conflito espiritual
Cremos que  estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e  potestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de  evangelização mundial. Sabemos da  necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com  as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no  nosso inimigo, não somente nas  falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos  que torcem as  Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância  como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que  nós mesmos não somos imunes ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por  exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas,  sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às  vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na  ânsia de conseguir  resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os  nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados  com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. A igreja tem  que estar no  mundo; o mundo não tem que estar na igreja.
 
ü 13. Liberdade e perseguição
É dever de  toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de  justiça e de liberdade  em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o  evangelho sem  impedimentos. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para  que garantam a  liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de  acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal  dos Direitos  Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que foram injustamente  encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do  seu testemunho do  Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a  ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a  toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Não nos  esqueçamos de que Jesus  nos preveniu de que a perseguição é inevitável.
 
ü 14. O poder do Espírito Santo

 Cremos no  poder do Espírito Santo. O enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu  Filho. Sem o  testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo  nascimento cristão, é  tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de  maneira que a  evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A  igreja que não é missionária  contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade  quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na  santidade, no amor e no poder.  Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do  soberano Espírito de  Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os  seus dons  enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um  instrumento adequado em Suas mãos,  para que toda a terra ouça a Sua voz.
 
ü 15. O retorno de Cristo
Cremos que  Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o  juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização,  pois lembramo-nos  de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as  nações. Acreditamos  que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será  preenchido com a missão  do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da  sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como  precursores do Anticristo.  Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa  algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que  Deus aperfeiçoará o  seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em  que a justiça  habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, dedicamo-nos ao serviço de  Cristo e dos homens em  alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.
 


ü Conclusão
 Portanto, à  luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns  com os outros, de  orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos  com outros para  que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a  sermos fiéis a este Pacto!  Amém. Aleluia

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